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Boletim Eletrônico nº 373

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BOLETIM ELETRÔNICO DO SINDAÇÚCAR-MG / SIAMIG
ELABORADO PELA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
JORNALISTA MÔNICA SANTOS (2.964/MG)
ESTAGIÁRIA CAMILA ROCHA
ASSESSORIA ECONÔMICA - MÁRIO CAMPOS
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SITE: www.siamig.com.br


Frase do dia

"O contrato novo de etanol hidratado é mensal e já há posições em aberto de julho a março de 2011, totalizando 1.316 contratos." (Dra.Fabiana Perobelli - gerente de produtos de agronegócio da BM&FBovespa durante encontro em Uberaba)

  
Números em foco

26 usinas do país comercializam energia renovável no mercado internacional

 

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DESTAQUES
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PROJETO AGORA CRIA COMITÊ

                        O presidente do SIAMIG/SINDAÇÚCAR-MG, Luiz Custódio Cotta Martins, agora é integrante do comitê que visa examinar formas de aprimorar o gerenciamento do Projeto AGORA. O comitê foi criado no dia 12 julho, durante reunião de planejamento estratégico entre os seus integrantes na sede da UNICA em São Paulo, formado por representantes de oito participantes do Projeto AGORA. Além de Luiz Custódio Cotta Martins, o comitê conta com os seguintes membros: Adhemar Altieri, diretor de Comunicação Corporativa da UNICA; Adilson Liebsch, gerente de Produto e Marketing da Amyris; Ana Leite, gerente de Marketing da BP Biofuels; André Rocha, presidente do Sindicato da Indústria dos Fabricantes de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg); Jacyr Quadros, gerente de Produto cana-de-açúcar da Monsanto; Redson Vieira, gerente de Marketing de cana-de-açúcar da Basf e Regiane Alves, assessora de comunicação da Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul (Orplana).

            .Para a coordenadora do Projeto AGORA, Nayana Rizzo, a necessidade de formar o comitê surgiu em parte devido às novas adesões anunciadas recentemente, que ampliaram a atuação do AGORA para outras regiões do Brasil, como o Nordeste, com a presença dos sindicatos da Paraíba e do Pernambuco. O comitê do Projeto AGORA realizará duas reuniões em agosto para avaliar as atividades realizadas até aqui e propor formas de gerenciar a atuação futura. O resultado desses encontros será apresentado a todos os integrantes do AGORA para aprovação.

            

BM&FBOVESPA TIRA DÚVIDAS SOBRE NOVO CONTRATO DE ETANOL

             O SIAMIG/SINDAÇÚCAR-MG organizou ontem (22/07), em Uberaba, um encontro para apresentação do novo contrato futuro de etanol hidratado da BM&FBovespa. A apresentação foi realizada pela gerente de produtos de agronegócio da bolsa, Dra. Fabiana Perobelli. O contrato foi lançado em maio deste ano e, de acordo com a palestrante, as negociações estão correndo dentro das expectativas iniciais. Segundo Perobelli, o contrato é mensal e já há posições em aberto de julho a março de 2011, totalizando 1.316 contratos. O tamanho deste contrato é de 30 metros cúbicos.

            As características do contrato são: base Paulínia (SP), maior centro distribuidor de combustíveis do país, sem impostos (ICMS + PIS/COFINS). O código é ETH e o horário das negociações vai das 9h às 15h15. A principal característica desse contrato é a liquidação financeira e não física. Para Perobelli, esse contrato busca repetir o mesmo sucesso que a bolsa teve com o lançamento do contrato de milho com liquidação financeira. Para liquidação, foi lançado também um indicador de preço diário – base Paulínia (SP) – calculado e divulgado pelo Cepea/Esalq.

            Segundo Perobelli, já existem negociações de opções deste novo contrato. Ela também destacou que a concepção do contrato visa oferecer aos agentes do mercado um instrumento de hedge para principalmente, devido a alta volatilidade histórica apresentada pelos preços do etanol no mercado.

            Para Mário Campos, superintendente do SIAMIG/SINDAÇÚCAR-MG e organizador do evento, o sucesso deste novo contrato dependerá do interesse dos agentes em utilizar estes contratos em seus negócios. “O setor sempre reclamou da falta de um mecanismo de hedge para etanol, do mesmo molde que o mercado de açúcar possui. É importante que produtores e distribuidores entrem na negociação deste contrato, aumentando sua liquidez, e consolidando-o como um instrumento de redução de risco para os agentes do mercado de etanol”, afirmou.

 

ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO

                        A Assessora Jurídica do SIAMIG/SINDAÇÚCAR-MG, Carina Ferreira, informou que o procurador do Trabalho, Antônio Rocha, determinou o arquivamento do inquérito civil público que pretendia apurar a responsabilidade do SIAMIG/SINDAÇÚCAR-MG e do estado de Minas Gerais pela qualificação dos trabalhadores dispensados em razão das medidas constante do Protocolo Agroambiental.

 

AULA/PALESTRA DISCUTIRÁ DOENÇAS DA CANA

 O SIAMIG/SINDAÇÚCAR-MG informa que no dia 5 de agosto na cidade de Uberaba (MG) será realizada a 2ª Aula/Palestra do Curso Agrícola de 2010 da UniUDOP com o tema "Pragas e Doenças da Cultura da Cana-de-Açúcar: Riscos Potenciais, Prejuízos e Seus Controles". O evento, destinado a diretores, gerentes, supervisores agrícolas, automotivos e de motomecanização, engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais, mecânicos e técnicos agrícolas de empresas produtoras de bioenergia, associações e fornecedores de cana-de-açúcar. O curso tem o objetivo de mostrar aos participantes as principais pragas e doenças da cultura da cana-de-açúcar na atualidade, identificando os principais métodos de controle empregados, os possíveis danos causados por essas doenças, além de discutir a broca da cana-de-açúcar, nematóides, cigarrinhas das raízes e folhas, cupins e migdolus, entre outros.

.Os palestrantes desta aula serão os engenheiros agrônomos Alvaro Sanguino, doutor em fitopatologia, participou ativamente dos programas de cruzamentos e seleção de novas variedades de cana-de-açúcar (variedades SP e CTC) e atualmente, trabalha como consultor na área de fitossanidade, produção de mudas e acompanhamento em experimentação com cana; e Wilson Roberto Trevisan Novaretti, doutor na área de entomologia, consultor em pesquisa e controle das principais pragas da cana-de-açúcar para cerca de 40 usinas do país.

Para se inscrever para essa aula entre no site www.udop.com.br no menu cursos UniUDOP. Mais informações pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email ou pelo telefone (18) 2103 0528.

 

PRODUTORES DE MG QUEREM REATIVAR COMISSÃO DA CANA

 
                   O site CANARURAL informou que na última quarta-feira (21/07) os fornecedores de cana se reuniram em Uberaba (MG) para reativar a Comissão da Cana, um núcleo dentro da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). Em Minas Gerais, surgiram associações de produtores ao redor de todas as usinas, pelo menos onze estão na região do Triângulo. Os fornecedores buscam unir forças para negociar com as usinas e atrair novos investimentos que garantam uma política de apoio para quem produz a cana. A ideia é resgatar a comissão técnica da cana-de-açúcar que teve papel importante na década de 80. Para ver o vídeo da reportagem clique no link abaixo:

 

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/playerpopup.aspx?midia=126735&channel=98 

 

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POR DENTRO DA NOTÍCIA

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PROJETO ALCOOLQUÍMICO

                        

                         O jornal DIÁRIO DO COMÉRCIO (23/07) informou que as negociações para a construção do primeiro complexo alcoolquímico integrado do mundo, em Santa Vitória, no Triângulo Mineiro, podem tomar novos rumos. De acordo com informações do secretário de Desenvolvimento Econômico de Santa Vitória, José Neto, o projeto deve sofrer alterações para facilitar a atração de investidores. As mudanças serão discutidas durante reunião entre representantes do grupo Dow Chemical, que controla o empreendimento, e da prefeitura na próxima semana.

                         Depois de passar por diversas dificuldades, a Dow Chemical chegou a cogitar a possibilidade de engavetar o projeto. Mas, segundo o presidente do SIAMIG/SINDAÇÚCAR-MG, Luiz Custódio Cotta Martins, o empreendimento deve ser retomado em breve. "O governo de Minas Gerais está interessado e já possui um novo parceiro", informou. Orçado inicialmente em US$ 1 bilhão a proposta pretendia formar um canavial de 120 mil hectares e a construção de uma usina capaz de moer 8 milhões de toneladas de cana de açúcar por ano, produzindo 590 mil toneladas de álcool. O etanol será a matéria-prima para a produção de 330 mil toneladas de etileno e 350 mil toneladas de polietileno. O objetivo é fabricar embalagens de plásticos flexível, destinadas à indústria de higiene e alimentos, como as de arroz, feijão, açúcar, café, fraldas, detergentes e rações.

 

ENTRAVES LIMITAM AVANÇO DE USINAS NO MERCADO DE CARBONO

                          O jornal VALOR (23/07) destacou que metade das usinas brasileiras de açúcar e etanol que fornece energia hoje à rede nacional está ganhando dinheiro - ou pleiteando isso - com a venda de créditos de carbono. Atualmente 26 usinas do país comercializam esses papéis no mercado internacional, o que representa um ganho aproximado de R$ 60 milhões até agora. Outras 27 aguardam a aprovação do Conselho Executivo da ONU, o órgão que regula esse mercado.  

                         Ao gerarem energia renovável, as 26 usinas brasileiras registradas na ONU deixarão de emitir 5 milhões de toneladas de carbono até 2012 - 2,4 milhões de toneladas já tiveram autorização da ONU para serem comercializadas. A projeção da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), que representa as usinas do Centro-Sul no país, é que esse volume suba para 8,8 milhões de toneladas de carbono até 2020. Já os que aguardam aprovação devem gerar 3,8 milhões de toneladas até 2012, com projeção de 13,3 milhões de toneladas até 2020.

                         "Se considerarmos o preço de €12 por tonelada, estamos falando de cerca de R$ 60 milhões até o momento para todos os 26 projetos", diz Flávio Pinheiro, diretor da consultoria Econergy Brasil, lembrando que o volume não deve contemplar parte dos créditos de 2009. "Se considerarmos que os projetos estejam operando há quatro anos, estaríamos falando de uma receita média de cerca de R$ 500 mil por projeto por ano". Em média, a receita gerada pela venda de energia das usinas é elevada entre 3% e 5% com a comercialização de créditos de carbono.

                         Apesar de o setor sucroalcooleiro ser um dos pioneiros em crédito de carbono, há ainda uma larga fatia para ser inserida neste sistema, só no Centro-Sul, são 337 usinas que geram energia com menor eficiência e para uso próprio. O gargalo, nesse caso, é que os preços pagos pela energia nos leilões do governo ainda não remuneram o investimento para substituição de caldeiras velhas por equipamentos de ponta, explica Zilmar José de Souza, assessor de bioeletricidade da Unica. Mas há outros entraves para o mercado de carbono, um deles é a revisão periódica da metodologia aplicada nos projetos.

 

RENUKA QUER CRESCER NO BRASIL VIA AQUISIÇÕES

                          O jornal O ESTADO DE SP (23/07) informou que a gigante indiana do açúcar Shree Renuka Sugars pretende repetir no Brasil o modelo de expansão adotado na Índia. "De nossas sete usinas na Índia, apenas uma foi construída desde o início", disse Narendra Murkumbi, presidente da empresa, em entrevista à Agência Estado, ressaltando o fato de a Shree Renuka tradicionalmente buscar a expansão por meio de aquisições.
"Nós vamos crescer no Brasil a uma taxa sustentável", disse o executivo. No Brasil, em pouco mais de seis meses e em apenas duas operações, a multinacional indiana já consolidou sua posição entre os dez principais grupos do setor sucroalcooleiro nacional, com uma capacidade instalada de processamento de 13,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. 

                         Neste período, a Shree Renuka comprou 100% das duas usinas do grupo paranaense Vale do Ivaí, avaliadas em US$ 240 milhões. "Desse total, nós pagamos US$ 82 milhões e o restante era dívida que foi renegociada para ser paga em oito anos", explica o presidente da Shree Renuka Sugars. As duas usinas do Vale do Ivaí têm capacidade de moagem de 3,1 milhões de toneladas de cana. No fim de junho, a Shree adquiriu 50,34% das ações do Grupo Equipav, pagando US$ 250 milhões, depois de negociações conturbadas que se arrastaram por quase um semestre.

 

ANEEL APROVA EDITAIS PARA LEILÕES DE FONTES ALTERNATIVAS

                 O jornal VALOR (23/07) informou que a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem (22) os editais de licitação para compra e venda de energia proveniente de fontes alternativas marcado para os dias 25 e 26 de agosto. Os editais foram aprovados em reunião extraordinária. O leilão marcado para o dia 26 de agosto envolverá projetos de centrais eólicas, termelétrica à biomassa (bagaço de cana-de-açúcar, resíduos de madeira e capim elefante) e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). O início do fornecimento para atender o Sistema Interligado Nacional (SIN) está previsto para 2013, três anos após a licitação - por isso, é chamado pelo setor de leilão A-3. Na modalidade "por disponibilidade", os projetos eólicos e de biomassa tiveram o preço máximo da energia fixado em R$ 167 mega por megawatt/hora (MWh). Enquanto na modalidade "por quantidade", as PCHs contaram com o valor de referência de R$ 155 por MWh.

                O segundo edital aprovado pela Aneel se refere ao leilão a ser realizado para a contratação de energia de reserva, previstos para os dias 25 e 26 do próximo mês. O preço teto ficou definido em R$ 155 MWh para centrais elétricas, R$ 156 por MWh para as usinas de biomassa e R$ 155 por MWh para as PCHs. O suprimento de energia contratada no leilão deverá começar em setembro de 2013 para as PCHs e os projetos de geração eólica. Já os empreendimentos de biomassa deverão iniciar a operarão em datas distintas, entre 2011 e 2013.

 

 

 

 

 

 

 
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